sábado, 15 de janeiro de 2011

À sombra de um olhar perscrutador

Não percebia, mas estava à sombra daquele olhar perscrutador. Como se estive sendo investigado. As nuances do seu ser estavam sendo desvendadas. Teve medo, e sentia necessidade de se esconder dentro de si mesmo. Tapar os olhos como fazia quando criança não adiantaria. Não poderia fugir. Até que ergueu a cabeça, sentiu-se a estrela matutina, perto de um Sol, primeiro a aparecer, mesmo que já tivessem outros passado anteriormente pela estrada. E era um gesto inefável, calado, insolúvel. E como previsto estava entregue, sem esforços a fera estava enjaulada. Não sabia que seria capaz de fazer tudo o que andava fazendo, tudo era tão imprevisível, chocado consigo mesmo estava. Desde que seus instintos mais vorazes foram despertados sentia-se forte e inteiro.