quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Eu quero ver o mar


Névoa, nevoa, voa.

Sobre toda aquela escuridão inóspita,

Subiu o viajante.

Ele procurava.

Olhos fechados, ar rarefeito.

Cansado, desencorajado.

Luz! Vênus! Sol! Estrelas!

Mais que mais de repente,

Fez-se DIA!

DIA todos os dias!














( o viajante sobre o mar de névoa )


Um sempre

Os raios de sol chegaram esta manhã sem avisar,

Não estava mais escuro!

Acordei rapidinho e limpei a minha casa. Não escondi os lixinhos embaixo do tapete.

Era um dia especial.

Merecíamos uma casa nova, limpa e cheirosa.

Para que os pássaros nos visitassem.

Um vermelho cantou sua vida, mostrou sua simplicidade.

Olhos fixos, estávamos loucos pela avezinha.

Juntos eles, o tal casal sempre apaixonado,

formavam um só.

só se poderia viver assim:

Amor, Calor, Vida e Doação!

todos os dias havia uma entrega,

um se entrega ao outro

e se cuidavam.

Em um momento, em um sempre!

domingo, 24 de julho de 2011

Per il cuore

Era tão estranho ver todas as luzes vermelhas de amor indo na direção dele. Olhos brilhavam e sorrisos se formavam ao vê-lo. Coisa curiosa e só entende quem sente.

Só um coração cheio de amor suportava a potencialização do mesmo.

Quiseram dividi-lo.

Coração: Para amar amplamente.

Cérebro: Para ser bem inteligente e esperto.

Olhos: Para persuadir, ver nuances...

Humor...

[...]

Sim! Não! Talvez... Mas um só pedaço não faz sentido. Nada de metonímias!

Só inteiro nos faz queridos, amados e importantes assim como ele é por quem convive com ele.

Não ao corpo

Era uma chance, roguei por não perdê-la.

A mesma pedra que a afastei,

caiu novamente e atravessou-se em meu caminho.

E era aquele momento, onde eu rasgava as roupas que estavam coladas ao meu corpo.

Pois insistiam em grudarem-se mais.

Vesti roupas novas, todos os dias faço com que elas continuem juntas.

Mas o corpo luta contra o corpo.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Para redescobri

Era uma sugestão. Uma incógnita não matemática. Não ilusão, pois a existência era reconhecível. Que ser verossímil e verdade. Ai de mim, que já tinha me perdido mais de uma vez. Isso me é comum, além dos erros reincidentes. Ainda que ainda me fosse um mistério. Ah, mistérios. Obscuros, implausíveis, impalpáveis e inquietantes.

E assim era me dada uma doce ilusão. Todos os dias tinha que beber, sede quase sem cura. Não consegui decifrar os seus primas, descobrir, cobrir, tocar. Mistérios. Narcísico. Olhar para a coisa era me ver. E isso me assustava. Começo a redescobri-me.

sábado, 16 de abril de 2011

Sensações

Ricas sensações,

Eram as minhas.

Tudo tão inefável.

Olhos e olhares.

Afagos e abraços.

Como a água esvaindo-se das minhas mãos.

sábado, 15 de janeiro de 2011

À sombra de um olhar perscrutador

Não percebia, mas estava à sombra daquele olhar perscrutador. Como se estive sendo investigado. As nuances do seu ser estavam sendo desvendadas. Teve medo, e sentia necessidade de se esconder dentro de si mesmo. Tapar os olhos como fazia quando criança não adiantaria. Não poderia fugir. Até que ergueu a cabeça, sentiu-se a estrela matutina, perto de um Sol, primeiro a aparecer, mesmo que já tivessem outros passado anteriormente pela estrada. E era um gesto inefável, calado, insolúvel. E como previsto estava entregue, sem esforços a fera estava enjaulada. Não sabia que seria capaz de fazer tudo o que andava fazendo, tudo era tão imprevisível, chocado consigo mesmo estava. Desde que seus instintos mais vorazes foram despertados sentia-se forte e inteiro.