quarta-feira, 4 de agosto de 2010

À uma linda mulher

Hoje escrevo uma carta para essa linda mulher. A dona de olhos belos e verdes.
Porém, sei que ela nunca vai lê-la.
Ela transmite paz e harmonia. Seu coração ama a todos, até os que não merecem tanto.
Paciência é uma virtude. Sua paciência é divina.
Ah, como é fácil amá-la. Atenção me dá.
Todos os dias aprendo algo novo com ela e a admiro mais e mais.
Confiança, apoio e incentivo ela sempre transmite.
Força ela tem muita. Às vezes se zanga, mas passa tão rápido.
Sempre seu abraço me conforta.
Ela é a mulher da minha vida!!!
Mas, ela já sofreu tanto nessa vida. Ninguém percebe, pois sempre há um sorriso no rosto angelical.
Como ela e bela! 73 anos, mas uma beleza que poucas tem.
Escrevo a ela, que sempre está junto a mim desde que sou criança.
Mãe duas vezes e querida mil vezes por tantos e tantas.

Mesmices de uma mesma vida

A mesmice de uma vida rala sempre me deixa frustrado.
Por que sempre deixo o mesmo acontecer? Não gosto das coisas repetíveis, previsíveis. Lugares-comuns.
Por que deixo o mesmo acontecer? Sempre rego a esperança com o objetivo de o novo acontecer e de tornar-me diferente e deixar minha se transformar.
Então percebo que me enganei. Percebo que outra vez pus expectativas nos outros. E não lembro mais o número das vezes que me decepcionei. E o pior é que eu me sinto culpado por ter deixado me magoarem. Sempre, sempre, sempre! E não é que ainda o meu coração se senti livre, mesmo com o peso dos curativos ele ainda quer voar. E o que faço com esse teimoso?
Não estou preso a ninguém, mas a mim mesmo que não me dou o direito de amadurecer. Ainda que eu esteja cansado de toda essa monotonia, quero poder me sentir puro e livre como uma criança.
Sinto necessidade de fugir de tudo e de todos. Esse é o tempo em que eu preciso é de mim mesmo. Espero voltar aqui um dia em que eu esteja bem comigo mesmo e talvez nesse dia algo novo possa ter surgido ou esse será o dia em que meu coração esteja purificado

O sol do dia

Hoje o sol brilha no meu novo mundo,
então minha vida se enche de vida.
Respiro o que sobrou da pureza do mundo.
Longe de todos pude me evr melhor.
Mas, ainda vejo as pessoas dormindo.
Dormindo, Dormindo

Um beija flor

Existia sim um pequeno beija-flor que mesmo vivendo num mundo, se sentia fora dele. Todos os outros beija-flores eram tão estranhos a ele.
Esse colibri vivia à procura de uma certa fragância. Queria se alimentar de um néctar que o deixasse inebriado, então sempre estava na busca incessante de encontrá-lo.
Então, quando cansado estava encontrou outro beija-flor que lhe disse: " Não seja tonto, não existe no mundo essa flor que procuras, mas poderás encontrá-la dentro do seu mundo interior."
E o nosso pequeno beija-flor não entendeu a mensagem no momento, mas depois analisou melhor o que lhe falaram. Ele não desistiu de procurar aquela flor, pois ela era extremamente necessária na sua vida.
O colibri partiu para encontrar a flor. Flor essa que se chama Felicidade que ele só a encontraria dentro de si mesmo.