domingo, 5 de dezembro de 2010

Lua!


Lua que ilumina o pgletras.

Que cuida de todos com o brilho de um olhar.

Que traz paz, sossego e alegria.

Nunca se afastai de nós.

Amém!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Venha comigo !

Ontem eu poderia ter corrido, poderia ter te buscado e sentir todo o frenesi de sempre, mas optei pela saudade. Saudade que quero comê-la, meus extintos mais vorazes gritam. Mas, eu pisciano. Espero a hora. Mesmo que hora essa não chegue. Continuarei à porta, esperando sabores dos beijos, olhos entre olhos e suas piscadas.Estou a jogar pela janela tudo o que não quero mais de mim, ser eu é diferente. Não pularei no abismo que é a vida vivida agora, mas esperarei a sua procura.Venha comigo e conheça-me!

domingo, 24 de outubro de 2010

O paradoxo do Imprevisível

Sinto-me encurralado entre muros fortes e altos que tentam me sucumbir, às vezes tento escalá-los para tomar um ar, mas as paredes são frias e escorregadias. Caio no chão, luto contra mim. E há de existir essa luta constante? Até que os dois eus se transformem em um só. Não espero que um assassine o outro. Ambos fazem parte mim. O bem e o mal, a dor e o alívio, o existir e o não existir. Sou o paradoxo do imprevisível. Me apaixonei por gestos, por faces, por pessoas. Consegui fazer loucuras maiores do que as do ontem. Me pus do lado de fora de mim para descobrir essa realidade. Para mim o belo é o feio ao mesmo tempo. Tudo se funde e o nada é o algo.

Sou verão

Acordei e não tinha ninguém ao meu lado. Era cedo, mas mesmo assim já tinhas ido. Se é que me visitou. Meus pensamentos foram novamente corriqueiros. Fugi. Cantei. Levantei. Não quis não querer mais. O vento soprou. Vi os cisnes no lago. Um me observou, me olhou. Mas, não posso negar-te para depois querer-te. Eis quem sou. Sou Um troiano lutando com o grego que existe dentro de mim mesmo. Dize-me onde encontro o tesouro. Terei que escavar por quantas eternidades, é difícil ser onde não sou. Sou as mudanças sazonais. Hoje sou verão. Quente, porém estou seco. Não houveram chuvas torrenciais para que eu pudesse me refrescar. Estou tentando parar com tudo isso... Não preciso falar de mim. Ou preciso? Estou me procurando. Busca incessante, válida. Transcendi, sugeri, tentei fazer aliterações para tudo ficar mais belo. Mas, o belo pode optar por não se apresentar como belo. E é o tempo do tempo.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

À uma linda mulher

Hoje escrevo uma carta para essa linda mulher. A dona de olhos belos e verdes.
Porém, sei que ela nunca vai lê-la.
Ela transmite paz e harmonia. Seu coração ama a todos, até os que não merecem tanto.
Paciência é uma virtude. Sua paciência é divina.
Ah, como é fácil amá-la. Atenção me dá.
Todos os dias aprendo algo novo com ela e a admiro mais e mais.
Confiança, apoio e incentivo ela sempre transmite.
Força ela tem muita. Às vezes se zanga, mas passa tão rápido.
Sempre seu abraço me conforta.
Ela é a mulher da minha vida!!!
Mas, ela já sofreu tanto nessa vida. Ninguém percebe, pois sempre há um sorriso no rosto angelical.
Como ela e bela! 73 anos, mas uma beleza que poucas tem.
Escrevo a ela, que sempre está junto a mim desde que sou criança.
Mãe duas vezes e querida mil vezes por tantos e tantas.

Mesmices de uma mesma vida

A mesmice de uma vida rala sempre me deixa frustrado.
Por que sempre deixo o mesmo acontecer? Não gosto das coisas repetíveis, previsíveis. Lugares-comuns.
Por que deixo o mesmo acontecer? Sempre rego a esperança com o objetivo de o novo acontecer e de tornar-me diferente e deixar minha se transformar.
Então percebo que me enganei. Percebo que outra vez pus expectativas nos outros. E não lembro mais o número das vezes que me decepcionei. E o pior é que eu me sinto culpado por ter deixado me magoarem. Sempre, sempre, sempre! E não é que ainda o meu coração se senti livre, mesmo com o peso dos curativos ele ainda quer voar. E o que faço com esse teimoso?
Não estou preso a ninguém, mas a mim mesmo que não me dou o direito de amadurecer. Ainda que eu esteja cansado de toda essa monotonia, quero poder me sentir puro e livre como uma criança.
Sinto necessidade de fugir de tudo e de todos. Esse é o tempo em que eu preciso é de mim mesmo. Espero voltar aqui um dia em que eu esteja bem comigo mesmo e talvez nesse dia algo novo possa ter surgido ou esse será o dia em que meu coração esteja purificado

O sol do dia

Hoje o sol brilha no meu novo mundo,
então minha vida se enche de vida.
Respiro o que sobrou da pureza do mundo.
Longe de todos pude me evr melhor.
Mas, ainda vejo as pessoas dormindo.
Dormindo, Dormindo

Um beija flor

Existia sim um pequeno beija-flor que mesmo vivendo num mundo, se sentia fora dele. Todos os outros beija-flores eram tão estranhos a ele.
Esse colibri vivia à procura de uma certa fragância. Queria se alimentar de um néctar que o deixasse inebriado, então sempre estava na busca incessante de encontrá-lo.
Então, quando cansado estava encontrou outro beija-flor que lhe disse: " Não seja tonto, não existe no mundo essa flor que procuras, mas poderás encontrá-la dentro do seu mundo interior."
E o nosso pequeno beija-flor não entendeu a mensagem no momento, mas depois analisou melhor o que lhe falaram. Ele não desistiu de procurar aquela flor, pois ela era extremamente necessária na sua vida.
O colibri partiu para encontrar a flor. Flor essa que se chama Felicidade que ele só a encontraria dentro de si mesmo.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

novo blog (literário)

Por conta do tempo esse blog aqui está meio que abandonado.
Mas, podem ver meu blog literário http://recantodasletras.uol.com.br/autores/domcavalcante
até breve!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Continuo vivendo...

Hoje nada me assusta mais. Nem tenho motivos para me preocupar com o futuro nem com o presente. Apenas vivo! E viverei bem! Coisas pequenas não me incomodarão mais. Não se assuste! Eu exito verdadeiramento. E sou a parte real de um mundo irreal e ilógico.

Nada de migalhas

Deixarei eu de implorar migalhas,
pois o pouco não me satisfaz
Ridículo sou quando peço para me ver
e me olhas e não me percebes mais

Sou qualquer um no mundo,
ninguém, ou todos juntos
Um tanto faz
igual a todos ou inferior
o que importa é quem eu sou

E eu quero o que imagin
o pouco ou o muito não me atrai
Terei o que quero e o que mereço
quando o tempo achar que não sou mais um menino!

As prenúncias de uma morte anunciada

Outro dia deprimi, sonhei acordado e consegui ter três pesadelos consecutivos.
Pensei em toda minha vida e percebi que entristecia e analisei que não vale a pena estar ligado ao passado, trazendo à tona muitas frustrações e traumas que me marcaram. Decidi apascentar meu coração e deixar as feridas cicatrizarem.

Então decidi dormir. Até que o temido pesadelo-consciente me pegou. Estive em lugar talvez já conhecido. Corri incessantemente de algo. E o medo tão presente na realidade se projetou em outra dimensão. E fugi... Não sei de que ou de quem... Pensei então que há certos momentos em nossas vidas que não para onde correr, fugir não é uma solução correta. Medo? Medo do novo sim! Mas, outros medos configuram falta de confiança em si mesmo.
Segundo estágio: A morte veio me buscar. Sofri e temi. Quando não havia mais forças me senti absorvido. E descobri que a morte não é um mal senão uma libertação.
Me conformei em me desapegar da minha vida, das futilidades humanas e de todas as mazelas sociais. Tive a percepção de quem teme a morte são pessoas infelizes e incapazes de estarem realizadas e satisfeitas pelo simples fato de existirem. Além das superficiais que se apegam ao materialismo.
Não morri e isso é fato. E o terceiro pesadelo deu continuidade a minha longa noite. Estive só mesmo rodeado de pessoas. Vi seres não-humanos, fui apontado, julgado sem direito a defesa e condenado. Condenado a sofrer fisicamente e outra vez assumi a culpa. Como tantas outras vezes que me foi atribuída a culpa de algo que eu não seria capaz de fazer. Refleti sobre o receio humano de ser apontado, de ser mal interpretado, nos levando a viver na insegurança em um estado chamado de pseudo-vida.
Hoje a vida me dá oportunidade de libertação de tais sentimentos. Pois já é tempo de notarmos que devemos viver bem, sem nos preocuparmos como o que pensarão de nós, sermos felizes. Com o direito de viver e com o dever de não prejudica o outro.

sábado, 1 de maio de 2010

Um ponto

Gostaria de ser um ponto de exclamação, para enfatizar o dom de viver e para deixar os meus anseios mais evidentes. Mas, sou apenas uma reticência quando omito meus pensamentos e quando deixo a voz do meu coração abafada nas entrelinhas da vida.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Quando pasárgada é dentro da gente

Toda minha vida foi uma busca incessante à procura da felicidade. Como se eu procurasse algum lugar, algo ou alguém. Vida vazia e sem sentido. Até que um anjo surge e sopra-me em meus ouvidos: "Não há mais caminhos a serem vasculhados, nem pessoas a encontrar, pois o que procuras surge dentro de você."

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Amo tanto que o amor já não cabe no meu corpo. Procure alguém para que eu possa compartilhar esse sentimento. Já não posso suportar dividir tantas coisas comigo mesmo.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

um coração

Vi meu coração ficar ferido, doer, sangrar e chorar intensamente.
e nenhuma lágrima ousou escorrer por minha face.
sofri? sim!
mas, sofri consciente.
até que a dor cessou porque era ilógica e desnecessária.
sofrer é sim uma forma de aprendizado e isso é fato!

A interação social através da linguagem

Desde que um bebê nasce é perceptível que aquela nova vida veio ao mundo com algo importante e que seguirá com isso ao longo de sua trajetória: A linguagem, mesmo que seja a do choro, a da dor de ser “arrancado” de um ventre aconchegante, a dos sentimentos passados da mãe para o filho. Observa-se assim que as diferentes formas de se comunicar são características inerentes ao ser humano, ainda que as demais sejam ainda incipientes.
Linguagem se define segundo Sérgio Ximenes como a faculdade humana de comunicação por meio de signos ou sons. A maneira peculiar de um grupo ou indivíduo se expressar ou tudo o que serve para expressar idéias, sentimentos, sem o uso da linguagem.
Com o uso da metalinguagem pode-se analisar a última definição desse termo e perceber que é admitível pensar em linguagem animal, pois não são exclusivamente os humanos que podem se comunicar, contudo a linguagem verbal é que diferencia o ser humano dos outros animais.
A língua é o principal canal de comunicação, é o código repleto de palavras e expressões escritas ou faladas que servem como mecanismo de interação social. Deve-se notar que há diferenças significativas entre o que podemos chamar de língua e de linguagem. A língua é um dos métodos de estabelecer uma linguagem e a linguagem, meio de comunicação, pode existir de diferentes e maneiras.
Percebe-se então que para viver em sociedade usamos a linguagem como recurso de ação e interação interpessoal, para que assim os homos sapiens sapiens possam trocar informações e idéias, transmitir sentimentos e conhecimentos e assim relaciona-se com os outros humanos.

domingo, 18 de abril de 2010

Não morra assistindo uma tese

Não se sabe o que é uma tese até ter a infelicidade de assistir a uma. Você não sabe onde se senta, se comenta, se rir ou se corre por falta de paciência.
Agora sei que os doutorandos e mestrandos viajam e descobrem coisas maravilhosas. Um doutorando foi passar seis meses na Suécia, enquanto eu passei três dias em Sergipe... Ah, e ele descobriu que lá o governo faz políticas públicas para diminuir o impacto ambiental e que a vida na Suécia é bem melhor! Bom! Isso eu já sabia...
Mas, nem tudo é mal. Você passa um bom tempo estudando e pesquisando, pesquisando e estudando, até começar o seu projeto de tese, e no ápice desse momento de glória um tal membro da banca descobre as mentiras e as coisas sem não que você colocou na sua dissertação só para encher lingüiça, e ele lhe diz absurdos. O crucificado sente até vontade de voltar para o ensino médio...
Todos os sacrifícios, abstinências e preocupações são válidas pois quem faz uma tese sabe que é alguém super importante e o que foi escrito e pesquisado será lido por pessoas de diversos países, por diferentes públicos, aceito e não criticado por seus queridos colegas da comunidade acadêmica.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

escrever é sim fracassar

Ainda não tinha percebido que escrever é sim fracassar. Hoje entendo Clarice. Percebo que ao escrever demonstro minhas fraquezas, meus medos, meus desejos e o mundo me conhece.
Ao escrever alguém pode me conhecer ou até mesmo supor a minha existência. Não lhe aconselho a escrever. Escrever é um mal, um vício. Quando começas, jamais conseguirás parar. Pense e reflita: "Se eu escrever vão me compreender?" "Serei mal interpretado?" Isso já não é tão importante. O fato é que mesmo que você não queira, nem queira, você já escreveu... Nem que seja uma página em branco do seu cérebro.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Cansado

Me cansei de todas as perguntas ainda sem respostas. Me cansei de ter que tomar decisões com a razão. Cansado de tentar explicar coisas inexplicáveis, de tentar corrigir os erros feitos, de por medo temer o futuro. Super-exigi de mim mesmo me tornou ainda mais exausto. Hoje paro e penso que minha vida sou eu que faço e refaço. Sei que em breve a subjetividade que me mata pouco a pouco não será mais necessária para expressar o grito de minha alma...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Quando seu céu escurecer e você não conseguir mais ver mais as estrelas, e as ondas do teu mar não tocarem teus pés, lembre-se que não poderei fazer milagres, mas poderei fazer o que estiver em meu alcance para te fazer mais feliz.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Marcas pronfundas

Pessoas importantes marcam as nossas vidas, assim como as pegadas marcam a areia da praia, umas marcas profundas outras superficiais. Até que vem uma onda e a apaga, enquanto as lembranças das pessoas que amamos e tudo o que nos foi ensinado ficará sempre marcado em nossos corações.